Para quê pensar? Se este nos leva ao detalhe da tragédia, ao infímo dos nossos desejos, á imundíce dos nossos pecados!Para quê pensar? Se este nos leva aos absurdos fantasmas, ás delinquentes lembranças, à imortalidade do corpo!
Para quê pensar? Se este é um enlevado de desnecessárias deambulações em torno do abismo!
Que os movimentos e os gestos sejam as graças de um não pensar! E que os mesmos cubram de encanto e ligeireza os momentos passados!
Lavar o pensar com águas paradas são meras perdas de tempo!
Guerreiros como ribeiros, idiotas lavados!
João Velho (1906)






